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sexta-feira, 25 de junho de 2010
Em um campo de concentração...
Oração sem nome...
Num campo de batalha, foi achado este poema no bolso de soldado americano, não identificado. O rapaz fôra estraçalhado por uma granada. Em sua roupa restava, apenas, intacta a folha de versos:
- escuta, Deus:
- jamais falei contigo
- hoje quero saudar te, bom dia!
- sabe? Disseram que tu não existias
- e eu, tolo acrediteique era verdade
- nunca havia reparado a tua obra
- ontem à noite, da trincheira rasgada por granadas
- ví teu céu estrelado
- compreendí, então que me enganaram
- não sei se apertarás a minha mão
- vou te explicar e hás de compreender
- é engraçado: neste inferno hediondo
- achei a luz para enxergar teu rosto
- dito isto, já não tenho muita coisa a te contar:
- só que... que... tenho muito prazer em conhecer te
- faremos um ataque à meia- noite
- não sinto medo
- Deus, sei que tu velas por mim...
- ah! é o clarim! Bom dia Deus, devo ir me embor - gostei de ti, vou ter saudade... quer dizer:
- será cruenta a luta, bem o sabes,
- e esta noite pode ser que eu vá bater te à porta!
- muito amigos não fomos, é verdade
- mas... sim, eu estou chorando!
- vês Deus, penso que já não sou tão mau
- bem, Deus, tenho que ir sorte é coisa bem rara
- juro, porém: já não receio a morte...
Aquele soldado defrontando a morte no campo de guerra voltou seu pensamento para Deus, eliminou o temor da morte e encontrou a paz
E a a vida, eu sei pode encerrar se de uma maneira inesperada...
Ainda tenho meus temores, muitos
Serei eu amigo de DEUS?

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